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Homem tenta atacar mulheres em Cabo Frio (RJ) mas apanha de lutadora e foge

em sexta-feira, 12 de abril de 2019

Ele praticou atos obscenos em frente a duas mulheres na Praia do Forte e tentou tocar nelas.

Tudo aconteceu quando as vítimas faziam uma sessão de fotos na Praia do Forte, a mais movimentada da cidade, quando o suspeito se aproximou e começou a praticar atos obscenos. Ele ainda teria tentado atacar uma delas. Mas o que o homem não sabia era que uma das vítimas, Joyce Vieira, de 27 anos, era lutadora de MMA. Os dois entraram em luta corporal. 

Joyce diz que tinha finalizado a sessão de fotos quando percebeu a movimentação suspeita:

"Olhei e falei: 'guarda isso aí'. Ele disse: 'não gostou, não? Vem cá'. Fiquei com uma revolta muito grande por ele ter feito aquilo, porque, geralmente, quando essas pessoas são flagradas fazendo isso, elas negam, fingem demência e saem. Ele não: continuou com o pênis ereto para fora da calça, fazendo ruídos, e veio para cima de mim. Minha reação foi só me defender. Fiquei com muita raiva e reagi".

Imagens compartilhadas na internet mostram Joyce correndo atrás do suspeito, que tenta se defender dos golpes. Ela tenta imobilizá-lo, mas, machucado e ainda seminu, ele consegue fugir.



As fotos foram tiradas pela fotógrafa Suellen Alva, que estava com a lutadora quando o ataque aconteceu.

"Percebi que a minha câmera ainda estava na minha mão e comecei a tirar as fotos. Mas as que consegui tirar foram dos momentos finais. Eu vi que ele estava saindo e pensei que precisava fazer aquilo para gente ter provas. Eu fiquei chateada porque os rapazes que vieram ajudar foram para conter a Joyce. Ele deixaram o homem ir. Ela até foi atrás dele, mas deixaram ele ir", contou a fotógrafa. 

O caso foi registrado como importunação sexual na Delegacia de Atendimento à Mulher de Cabo Frio. As fotos da ação ajudaram a polícia a ter pistas do suspeito. Nas redes sociais, moradores fizeram uma corrente para reconhecê-lo.

A delegada responsável pelo caso, Juliana Rattes explica que, em casos de assédio, a vítima precisa procurar as autoridades - mesmo sem provas.

"Num primeiro momento, no local em si, se houver possibilidade, a vítima deve pedir socorro à polícia ou a quem estiver por perto. Não havendo ninguém, ela deve procurar a delegacia mais próxima imediatamente após o abuso. O testemunho da vítima já é uma prova. Em casos em que o autor praticou o crime num local sem testemunha para poder agir, a palavra da vítima passar a ter mais força ainda como prova", explicou a delegada. 

Pouco depois do ataque, as vítimas descobriram, ainda na praia, que o criminoso já tinha assediado um grupo de cinco pessoas, entre elas uma criança de 6 anos. As vítimas devem ser chamadas para testemunhar no caso.

Um comentário:

  1. Adoro qdo. leio uma noticia dessas! Se fosse uma policial armada seria ainda melhor: acabava com o CPF desse tarado na hora.

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