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Invasões de terra caem após início da gestão Bolsonaro

em segunda-feira, 15 de abril de 2019

Sem financiamento do setor público, movimento está fragilizado

Nos primeiros cem dias de governo do presidente Jair Bolsonaro, foi registrado apenas uma ocupação de terra no País. Situação bem diferente da registrada no mesmo período de 2018, quando ocorreram 43 invasões de propriedades. 

O discurso de Bolsonaro pela criminalização de movimentos tem inibido as iniciativas de ocupação de terra. Mas não é só isso. O movimento está mais fraco também pela falta de financiamento do setor público, feito por meio de convênios com as ONG's. Algo que era muito comum nos governos do PT. 

Outro fator importante para esse recuo, foi a facilitação da posse de arma de fogo aos ruralistas. 
Bolsonaro é notório opositor do MST. Na campanha, o então candidato defendeu tipificar as invasões no campo como terrorismo e disse que os ruralistas e latifundiários deviam reagir a bala aos invasores de terra: “Invadiu, chumbo”, afirmou. 

“O discurso do presidente na campanha não foi de repressão, mas de cumprir a lei”, afirma o secretário especial de Assuntos Fundiários, Luiz Antonio Nabhan Garcia. Ele diz que o governo está determinado a não fazer vistorias de terras para reforma agrária que forem invadidas dois anos depois da desocupação, como estabeleceu uma Medida Provisória do governo Fernando Henrique Cardoso, em 2000. “Não faremos reforma agrária na base do grito e da pressão.”

O secretário afirma que o governo está “atento” a atividades do Abril Vermelho e a Justiça será logo acionada em casos de invasões de prédios públicos ou destruição de bens do Estado.

“Esse governo fechou as torneiras. Não tem dinheiro para ONGs e invasores de propriedades. Não tem mais dinheiro para ser jogado na lata do lixo”, diz. “Só vai ter dinheiro para quem quer trabalhar e produzir.”

*Com informações do Estadão

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