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Presos ostentam drogas e revelam regalias em presídio do Rio

em quinta-feira, 18 de abril de 2019


Um vídeo que circula pelas redes sociais mostra detentos ostentando celulares, drogas, bebidas alcóolicas e dinheiro em uma “cela vip” do presídio Romeiro Neto, em Magé, na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro. As regalias seriam concedidas pelo diretor da unidade. Após a divulgação do vídeo, 140 celulares foram apreendidos e uma sindicância foi aberta para apurar os fatos.

As informações são do jornal Extra.

Nas imagens, os presos aparecem com 40 celulares à disposição e exibem um saco que estaria recheado de cocaína “de quilo”. "Vocês acharam que eles iam deixar a gente fraco? Olha como a direção deixa nós aqui: tem cachaça, telefone, baralho de jogo. Dinheiro nós tem pra cara* (sic). Tudo em cima deles", diz um dos detentos na gravação.

Todos os detentos aparecem com o rosto coberto por uma camiseta, e aproveitam o disfarce para citar o nome do suposto responsável por oferecer os privilégios.

Segundo eles, um smartphone dentro da cadeia custou R$ 3 mil. "Como é que a família do interno vai trazer uma coisa dessas? Isso aqui vem da mão da polícia", disse o homem.

Em nota, a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) disse que foram tomadas providências para identificar os detentos.

A pasta informou que desde o início do ano, foram encontrados dentro das cadeias do rio 3.034 celulares, 1,137 chips, 18 roteadores, dois radiotransmissores, 23,912 papelotes de cocaína, 11.927 de haxixe, 25.802 papelotes de maconha, 66 comprimidos de ecstasy e 230 anabolizantes.

APREENSÕES

Após a divulgação do vídeo, a Seap realizou uma operação no local e apreendeu 140 celulares, além de drogas.


De acordo com informações do Extra, também foram identificados os detentos responsáveis pela postagem. Os sete presos apontados pela Seap como autores do vídeo são: Alan dos santos Araújo, Calderón Alves do Nascimento, Carlos Diego da Silva, Thiago Cipriano Traga, Pedro Eduardo Sá Conceição, Paulo Henrique Dutra Teixeira e Wellington Ricardo da Silva Borges.

A Seap informou que, de acordo com o depoimento de um dos detentos, as imagens foram vazadas no intuito de prejudicar a direção.

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