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'Menina simples,' saiba quem é, e como vivia uma das quatro pessoas presas suspeita de hackear Moro.

em quinta-feira, 25 de julho de 2019

No bairro Doutor Tancredo de Almeida Neves, em Araraquara (SP), Neide Oliveira, 72, ficou abalada com a notícia da prisão de Suelen Priscila de Oliveira, 25, a neta que criou desde a infância. "Passada. Passei mal, tenho pressão alta e meu coração quase parou. E fiquei muito sentida, também. A família é a última a saber", afirmou.

Suelen é uma das quatro pessoas presas em operação da Polícia Federal nesta terça (23). Eles são suspeitos de hackear telefones de autoridades, entre eles o ministro Sergio Moro (Justiça), e invadir suas contas no aplicativo Telegram.

Segundo Neide, Suelen saiu de sua casa há cerca de seis anos, brigada com o pai, que não aprovou o relacionamento da jovem com Gustavo Henrique Elias Santos -o DJ Guto Dubra, também preso na ação da Polícia Federal.

De acordo com a avó, Suelen e Gustavo se conheceram em um baile e, pouco tempo após o início do namoro, se mudaram para a casa no Selmi Dei. Do bairro partiram os ataques hackers às autoridades, segundo a Justiça.

Outros familiares, como primas e tios, estavam presentes na casa de Neide durante a visita da Folha de S.Paulo. Todos se disseram surpresos com a suspeita de envolvimento de Suelen e impressionados com as viagens frequentes de Suelen e Gustavo para São Paulo e Santa Catarina. O DJ já foi condenado por porte ilegal de arma.

"Ela não é formada, assim, de curso e tal. 'Malemá' fez curso de informática, que a avó pagou. Então, ela era uma menina simples e inteligente, mas foi tola e caiu no lugar errado e na hora errada. Entrou de laranja nessa história", acrescentou.

De acordo com a Polícia Federal, há indícios de que os quatro presos na operação atuavam, em diferentes graus, em esquemas de fraudes bancárias e de cartões de crédito.

O inquérito que investiga os ataques foi aberto em Brasília para apurar, inicialmente, episódios ligados aos aparelhos de Moro, do juiz federal Abel Gomes, relator da Lava Jato no TRF-2 (Tribunal Regional Federal da 2ª Região), do juiz federal no Rio Flávio Lucas e dos delegados da PF em São Paulo Rafael Fernandes e Flávio Reis.

Segundo investigadores, a apuração mostrou que o celular do procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, também foi alvo do grupo. Esse caso está sendo tratado em inquérito aberto pela Polícia Federal no Paraná.

*As informações são da Folhapress.

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