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MP aponta ligação entre PCC e movimento sem teto.

em terça-feira, 16 de julho de 2019

Segundo o promotor, 'as vitimas eram obrigadas a votar em integrantes do Partido dos Trabalhadores e participar de atos em apoio ao ex-presidente Lula e a ex-presidente Dilma'


O Ministério Público do Estado denunciou à Justiça 19 investigados por suposta organização criminosa e extorsões de moradores sem teto no centro de São Paulo. Entre os acusados estão lideranças de movimentos populares. Segundo o promotor Cássio Roberto Conserino, que subscreve a denúncia de 34 páginas, a investigação teve início a partir de informações que chegaram à Polícia depois do incêndio que destruiu o edifício Wilton Paes de Almeida, à Rua Antonio de Godoy, no Paissandu, Centro, que abrigou a antiga sede da Polícia Federal, na madrugada de 1.º de maio de 2018.

A investigação, segundo destaca o promotor, revela que 'diversos movimentos sociais por seus respectivos líderes invadiam os edifícios e delegavam aos coordenadores a cobrança, manutenção e fiscalização dos alugueres das vítimas residentes nos prédios'. A denúncia indica 19 endereços em que famílias se teriam instalado sob domínio da organização, a maioria no centro da Capital.

Os acusados, segundo a denúncia, 'caso não recebessem o pagamento dos préstimos materiais, perpetravam todo tipo de ameaças e/ou violência para expulsar o 'inadimplente' do edifício'.

O promotor aponta enfaticamente ligação dos movimentos com o PCC, a facção criminosa que domina presídios por quase todo o país.

"Valendo-se do auxílio de integrantes de facção criminosa que opera dentro e fora dos presídios paulistas e pelos Brasis afora (PCC), consoante se detectou da medida de interceptação telefônica levada a efeito nos autos em apenso, tudo demonstrando uma indevida simbiose entre os tais movimentos ditos populares e a criminalidade organizada", acentua.

O promotor sustenta a politização dos movimentos. Segundo ele, as vítimas 'também destacaram que eram compelidas a votar em integrantes do Partido dos Trabalhadores, mudar o título eleitoral para o centro de São Paulo, participar de invasões a novos prédios e, por fim, participar de atos em apoio ao ex-presidente Lula e a ex-presidente Dilma'.

*Fonte Estadão.

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