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Bolsonaro troca quatro dos integrantes da chamada Comissão da verdade

em quinta-feira, 1 de agosto de 2019



Jair Bolsonaro, presidente do Brasil, e sua ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, trocaram hoje quatro dos sete integrantes da Comissão sobre Mortos e Desaparecidos Políticos. Entre os substituídos está a própria presidente da comissão(e agora ex-presidente), Eugênia Gonzaga. A decisão foi publicada hoje no Diário Oficial da União.

As substituições ocorreram dois dias após o presidente envolver-se em polêmica por contrariar dados de documentos oficiais e afirmar que o pai do Presidente da OAB, Felipe Santa Cruz, o militante Fernando Santa Cruz morreu nas mãos de guerrilheiros(que ele também intitula como terroristas) de esquerda, sendo mais específico, pelo grupo de “resistência” na qual o pai de Felipe também participava. Documentos oficiais constam que Fernando teria sido preso pelo regime militar no ano de 1974.

A Comissão havia emitido na última semana um suposto atestado de óbito que afirmava que Fernando havia sido morto pelo “estado brasileiro. Segundo o documento, o militante “faleceu provavelmente no dia 23 de fevereiro de 1974, no Rio de Janeiro/RJ, em razão de morte não natural, violenta, causada pelo Estado brasileiro.

Criada no Governo Dilma, a Comissão Nacional da Verdade, foi um colegiado instituído em seu governo para investigar as supostas violações de direitos humanos ocorridas entre 18 de setembro de 1946 e 5 de outubro de 1988. Todos os integrantes da comissão foram indicados pela ex-presidente.

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